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Enxaqueca Não é Uma Simples Dor de Cabeça

04JUN

Ao contrário do que muitos pensam, a enxaqueca não é uma simples dor de cabeça. É uma doença hereditária e crônica, ou seja, as dores e crises podem ir e vir, sem data marcada, e por tempo indeterminado. Esse tipo de dor de cabeça, é resultado de um desequilíbrio químico no cérebro que é decorrente do estilo de vida, hábitos e alimentação.
Estudos já revelaram que a doença já atinge pelo menos 30 milhões de brasileiros nos país. Mais comum em mulheres, as que possuem enxaqueca correm riscos muito maiores de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Mais arriscado ainda, caso façam uso de anticoncepcional.

Como saber se você tem enxaquecas?

Enxaquecas não são dores de cabeça comuns. A condição é diagnosticada apenas se o paciente sofrer um mínimo de cinco ataques, com duração de entre 4 e 72 horas cada. Cada ataque precisa incluir pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça lancinante, com nível de dor entre moderado e severo; que se agrava com qualquer atividade; e afeta apenas um lado da cabeça. Além disso a pessoa que sofre de enxaquecas também terá náusea e forte rejeição a sons e barulhos.

Principais Sintomas:
-Dura de quatro a 72 horas;
– Latejamento pulsante muito forte em apenas um dos lados da cabeça
– A dor se agrava por atividade física ou esforço;
-Podem ocorrer alterações do sono devido a cafeína, vinho tinto, jejum prolongado, alterações hormonais e estresse;
– Pode vir acompanhada de forte enjoo, náuseas resultando em vômitos
– Aversão a claridade
– Hipersensibilidade a barulhos e cheiros
– Visão embaçada
– Tonturas
– Hipersensibilidade no couro cabeludo e face
– Alterações de humor
– Distúrbios de memória e concentração
– Sensação de “cabeça pesada” ou “cabeça leve”

 

E quanto às auras? Elas são parte da enxaqueca?

Às vezes, mas não sempre. Cerca de 20% dos pacientes de enxaquecas registram uma aura antes do ataque. Auras envolvem distorções de visão. As pessoas veem luzes distorcidas ou apresentam pontos cegos em seu campo visual.

Mas as auras também podem tomar outras formas: uma sensação de formigamento em certas partes do corpo, distúrbios de fala, distúrbios sonoros. Algumas pessoas registram auras sem dores de cabeça, ou com dores de cabeça amenas. Auras na verdade envolvem áreas do cérebro diferentes das acionadas nas enxaquecas, e não está claro por que e como estão ligadas à doença.

 

Enxaquecas são comuns?

Podem começar na infância, ainda que usualmente surjam na adolescência ou começo da idade adulta. Elas afligem uma em cada 5 mulheres, um em cada 16 homens e uma em cada 11 crianças no planeta. Um quarto dos domicílios tem pelo menos um morador que sofre de enxaquecas. A doença parece surgir por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Não há o que uma pessoa possa fazer para reduzir a probabilidade de vir a sofrer de enxaquecas.

 

Por que pacientes e médicos muitas vezes não percebem que as dores de cabeça de alguém são enxaquecas?

Eles muitas vezes pensam que as dores de cabeça são causadas por tensão, estresse ou desidratação, ou que elas são “dores de cabeça da sinusite” —categoria inexistente. Stewart Tepper, professor de neurologia no Dartmouth College, diz que “dores de cabeça da sinusite são uma invenção dos publicitários americanos. Se você as menciona na Europa, ninguém sabe do que está falando”.

O corrimento nasal e os olhos lacrimejantes que acompanham uma dor de cabeça podem ser sintomas de enxaqueca, disse ele. Em um estudo, 88% dos pacientes que reportaram dores de cabeça associadas à sinusite ou que tiveram esse problema diagnosticado por um médico na verdade estavam sofrendo de enxaquecas.

Os erros de diagnóstico são muito frequentes. Um estudo constatou que os prestadores de serviços médicos primários que diagnosticaram dores de cabeça como outro problema que não enxaqueca estavam errados na maioria dos casos. Mesmo pacientes com enxaquecas crônicas, o que é definido como pelo menos 15 dias mensais de enxaquecas, muitas vezes não são diagnosticados corretamente.

Um grande estudo apontou que apenas 4,5% das pessoas que sofriam de enxaquecas crônicas falaram de seus sintomas aos médicos que as atendem, receberam diagnóstico preciso e foram tratadas da maneira correta.

 

Quais tratamentos realmente funcionam?

Medicamentos analgésicos vendidos sem receita, como aspirina e ibuprofeno, em geral não funcionam. Remédios para a sinusite também tendem a ser inúteis. E não existe um tratamento que previna a enxaqueca em todos os casos. Os pacientes em geral encontram um remédio, combinação de remédios ou aparelho que ajuda a atenuar a severidade e a duração de um ataque de enxaqueca.

As opções incluem uma categoria de remédios conhecidos como “triptanos”, que funcionam para cerca de 60% dos pacientes. São produtos com opções de genéricos, com preços bastantes variados. O remédio recentemente aprovado, o erenumabe (Aimovig, da Amgen e Novartis), é o primeiro produto lançado especificamente para prevenir enxaquecas. Ele é injetado uma vez por mês, com um aparelho parecido com o usado em injeções de insulina. O preço de tabela é de US$ 6,9 mil (R$ 26 mil) por ano.

Outros remédios capazes de reduzir a frequência dos ataques são os antidepressivos, remédios para epilepsia, e um tipo de remédio cardíaco —bloqueador beta— que reduz o batimento cardíaco e a pressão arterial. Os efeitos colaterais podem ser intensos.

Com o topiramato, droga para epilepsia, os efeitos colaterais podem incluir distorções cognitivas e variações de humor, perda de peso, glaucoma alérgico, ausência de suor, pedras nos rins e formigamento nas mãos e pés.

 

Fonte: Portal da Enfermagem

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